sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eu do de 4 vou de lado do por cima e dou por baixo

Eu do de 4 vou de lado do por cima e dou por baixo

Quero levar pica

Quero ser fodida ai alguem quer me foder ?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Eles dizem que nós...


... garotas, somos como músicas bonitas, como canções inesquecíveis!
Você nunca pensou em mim como uma melodia que você gosta?



- Fala de Lucy para Schroeder,
no episódio "Lucy ama Schroeder"

Pães de dia, tarde e se puder de noite

E fico feliz por hoje ser sábado, Bernardo ficara longe da mocréia, isso já bastava. Acordei, tive momentos com minha mãe, e conversamos sobre eu arrumar um emprego, ela achara ótimo seria uma idependência, e eu falava de meu ciúmes, e ela dava gargalhadas.
Não sabia muito bem o que fazer, ainda estava sonolenta e com a barriga cheia de Waffer. Até que o telefone tocou era Vitória me convidando pra ir ao shopping com ela, aceitei na hora, já que até então Bernardo não tinha dado sinal de vida. Levantei do sofá e fui me arrumar.
agora era meu celular que tocava, era o meu amor. Ele disse que só ia em casa no final da tarde, porque estava ajudando o pai dele, eu disse tudo bem e informara que ia no shopping com Vitória.
O relógio marcou 10h30 e Vitória me chamou, fomos de ônibus mesmo, mas foi um trajeto e tanto, assim pude conhecer aquela minha amiga, e ver que ela não era tão séria, era mesmo divertida.
Entramos em todas as lojas, tomamos sorvete, vimos alguns livros. E do nada Vitória me contara que estava apaixonada por alguém, mas que havia um problema: ele era 14 anos mais velho que ela, o que sua mãe não aceitava, mas ela o amava. Era o cara da padaria, Eduardo era seu nome, alto, olhos verdes, cabelos pretos e sorriso tímido, não fazia meu tipo, mas parecia simpático ao meu ver.
Nunca tinha visto os olhos da minha amiga brilhar tanto, e me lembrei de quando conheci Bernardo, sabia ao certo aquela sensação. Vitória passara a se cuidar mais, e a comprar pães de dia, de tarde e se pudesse até de noite, quem o comera era o cachorro, mas o prazer de vê-lo era maior.
Fomos pra casa, e disse "Até logo" para Vitória, ela respondera com um sorriso de quem teve um dia feliz e surpreendera por ter pego seu hábito. Quando entrei em casa Bernardo já estava lá com minha mãe, estavam me esperando, dei um beijo nele e na minha mãe, e disse o quanto eu os amava, e como amava!

(Lavínia - 29/02/2000)

Querida amiga,

Eu nunca me senti tão bem como hoje, será que pequenos momentos podem permanecer a longo prazo? Esse que permanece já faz algumas horas desde que vi ele, e nós rimos!
Rimos das próprias zicas da vida, da pedra caída no chão e do assunto acabado, feito a última bolacha do pacote.
É aquela sensação gostosa, de que você quer provar e ao mesmo quer que dure pra sempre. Ah, amiga! Como pode, ontem o coração tava ardendo feito ferida causada por tombo de bicicleta e hoje sorrir feito criança que acabara de ganhar um doce. Acho que o bem-me-quer está ao meu favor!
Ilustração: Joana Soares

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Querida amiga,

Hoje descobri que aquele velho ditado "vai doer mais em mim, do que em você", é pura verdade. Modifiquei certas atitudes e vejo que apesar de querer muito, isso doí mais em mim. Será que é possível menos sofrimento? Não saberia ao certo o que dizer pra uma pessoa que amei demais, e que agora quero desprender como folha no outono.
Me diga. Não fique em silêncio. Isso me desespera. Ou melhor.
Hoje me sinto numa montanha russa, em meios as alegrias sem explicações, de um olhar que brilha mais que diamante, e um coração que pulsa mais que liquidificador em seu volume máximo.
Quero colher flores e brincar de bem-me-quer e mal-me-quer, mas queria mais os bens do que os maus, o coração fica meio dividido entre o "velho ditado " e o "futuro que me espera" ao se desprender, e chega a arder como ferida causada por um tombo de bicicleta.
Ilustração: Joana Soares

Ciúmes - Parte II

Ahhh e eu ainda to me mordendo de ciúmes daquela menina, mas também não quero ser aquela namorada chata e grudenta. Admito que o jeito simpático do Bernardo agora me irrita, saberia que ela iria falar com ele a qualquer momento.
A partir de hoje resolvi fazer um regiminho, e quem sabe colocar um silicone, porque o que Rebeca tinha mais que oferecer, além de arrogância era peito, mas enquanto isso não acontecera resolvi colocar um sutiã de bojo mesmo.
O relógio marcou 12h20, e fui apressada para a escola, queria chegar antes dela. Mais pra minha sorte (desgraça), uma velhinha pediu minha ajuda pra atravessar a rua (sendo que eu já tinha atravessado a mesma rua), tive que voltar, coitada mal conseguia andar, ela me agradecera, então segui meu caminho.
Encontrei Vitória no portão como de costume, ela percebera o fogo em meus olhos, e simplesmente deu uma risadinha, como que diz, olhe para frente minha amiga só não pule no pescoço dela. Advinha?! Era Rebeca conversando com o meu amado, não sabia se interrompia, ou se deixaria só pra ver até onde iria.
Deixei tudo acontecer, e fui pra sala, minha mãe me ensinara que devemos mostrar que gostamos menos (por mais que eu goste mais). Quando sentamos, logo Bernardo veio - Você passou por mim e nem falou um oi - Não queria atrapalhar a sua empolgante conversa - respondi ironicamente, e ele sentara com um ar de quem não entendeu nada (os homens nunca entendem nada).
Fiquei a aula toda ignorando aquele Ser do qual amava tanto, ele jogava bilhetinhos, e eu guardava com aperto no coração por não responder, mas teria que ter orgulho o suficiente. Passei o intervalo com Vitória, e Bernardo acho que queria mesmo era me provocar, ele passara com a mocréia em altos papos e risos.
Voltamos e continuei sem falar com ele, mas agora minha vontade era de chorar, chorar de raiva, de medo, de pensar que ele não me amava mais. Então logo quando vi, todos já estavam indo embora, Vitória apressou seu "Até logo" tinha coisas para fazer. E eu apressei meus passos, e engoli o nó na garganta e ele? Ele me esperava na porta com um olhar de inocente, e eu um Ser que o amava, mas que preferia o ignorar com um - Tá olhando o que? Sua amiguinha já foi - To olhando a menina mais linda, ela aquela que faz meu coração pulsar como liquidificador - ele respondera.
E a meios braveza e ciúmes, aquela tinha sido a declaração mais linda!
P.S: A raiva dela ainda continua!


(Lavínia - 28/02/2000)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Então Charlie Brown...


... o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça.
Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta,
dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar,
ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir...
Acho que isso é amor!




Ciúmes

Hoje acordei fiz meu café, minha mãe saira cedo para ir na casa da minha tia. Depois do café me propus em sentar na frente do computador para fazer alguns currículos, iria começar a entrega-los segunda, esse era um bom dia.
Estava com preguiça de ir pra aula, e logo hoje, não haveria escapatória, tinha prova de gramática, e o Seu Leôncio não era do tipo de pessoa que aceitava atestados caseiros de uma dor de barriga ensaiada.
Então me arrumei e logo os ponteiros se ajeitaram no 12h20, me pus a caminhar calmamente, estava animada somente para outras ocupações e não para aula. Cheguei lá e encontrara Vitória, o que achava mais engraçado era o quanto ela estava falante, normalmente eu que parecia a trombeta.
Chegamos na sala, mesas separadas, folhas viradas para baixo e o olhar frio e desconfiado do Seu Leôncio, o que me fazia ter ataques de risos ao lembrar de seu nome. A prova começou e eu estava tão centrada que mal vi Bernardo entrar, terminei e fui espera-los no pátio.
O que me surpreendera foi que uma menina da sala veio conversar comigo, porque até então só recebia cumprimentos de duas pessoas. Conversamos um pouco, a pouco de saber seu nome, algumas de suas características e o quanto era antipática. Rebeca, era seu nome, cabelos louros, olhos cor de mel, dentes brancos e um corpo totalmente crescido.
Logo se afastara fisicamente com um "tchau" ao ver meu namorado se aproximar, mas não muito longe o fitara com seus olhos melados, e eu parecera um búfalo bufando de tanta raiva...



(Lavínia - 27/02/2000)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais mulher

Hoje já é quarta, me sinto mais aliviada e minha mãe já está melhor, de certo estamos mais conformadas e daqui pra frente tudo vai mudar, eu resolvi arrumar um emprego para ajuda-la e também acho que já está na hora, em breve farei 18 anos e preciso agir como mulher, pessoa formada, mordomias iriam acabar.
Levantei mais cedo arrumei meu quarto, estava literalmente uma tremenda bagunça. Encontrei coisas que a tempo estava procurando, e isso foi bom pra manter a organização. Dei algumas roupas que não me serviam mais e que eu estava só acumulando. Logo após fui me arrumar, estava calor e resolvi colocar uma saia em vez de calça, nada muito ousado, mas que definiu bem meu corpo.
O relógio marcou 12h20, fui a pé mesmo, agora peguei o hábito de andar e aquilo me faria bem e até mesmo refletir. Cheguei lá e encontrei Vitória, nos cumprimentamos e entramos para sala, logo o meu amor chegou, hoje tínhamos prova, e ficamos um pouco afastados por razão de cola.
Quando terminei a prova o sinal bateu, bernardo ainda ficou na sala e eu sai com Vitória. Foi até bom, pois assim conversamos de mulher para mulher, uma curiosidade que tinha sobre Vitória era o fato dela sempre dizer "Até logo". E pude descobri quando ela me disse que desde que seus pais se separaram ela não dizia mais "Adeus" ou um "Tchau", porque assim não saberia se um dia voltaria ver essa tal pessoa do qual se despedia, e dizendo "Até logo", saberia que logo a viria.
Ficamos em total silêncio, até Bernardo aparecer todo cheio de amor para dá e elogios por eu ter ido de saia, aquilo de certo me constrangeu por causa de Vitória. Fomos dispensados mais cedo, Vitória foi logo embora e se despediu com o "Até logo", agora explicado e entendido, eu e Bernardo resolvemos da um passeio antes de voltar para casa, curtir o namoro.
Fomos ao parque, do qual havia um lindo lago, sentamos ali para admirar a paisagem. Estou muito apaixonada por ele, e acho que já percebeu pelo meu olhar. O sol se escondia, assim como as mãos de Bernardo em meus cabelos, nossos corpos mais aproximados e nossos lábios saboreando um ao outro. Suspiros ofegantes, e um deitar delicado na grama, um minuto para o olhar e outro pra dizer eu te amo.
Aquilo me arrepiava toda, algo que nunca sentira, era desejo tremendo por aquele menino, que conquistou meu coração, o parque era pequeno para toda a nossa explosão, mas já era hora de partir.
Antes de mais nada, resolvemos fazer como os casais de filmes, marcamos nossos nomes num tronco de arvore, aquela seria a marca de um amor que nasceu no olhar e crescera no desejo!

(Lavínia - 26/02/2000)

Forte abraço

E já fazem 3 dias que não tenho noticias do meu pai, achei que ele teria pelo menos a consideração de vim e se despedir de mim, me dá um abraço, ou simplesmente um olhar mais sincero, mas o que eu tive até agora foi dias sem dormir e uma mãe com o olho ainda roxo.
Hoje eu não tenho aula, seria preferível ficar em casa, quem sabe ele aparecera, mas Bernardo me convidou pra conhecer o pai dele, assim poderíamos oficializar o namoro em ambos os lados. Fomos logo depois do almoço, eu muito nervosa que tava mal sabia o que falar, pensava em concordar com tudo e nada mais.
Ao chegarmos o pai dele foi muito educado, sentamos no sofá, conversamos um pouco, naquele momento senti falta do meu pai, o quanto eu perdi de conversar com ele, de fazermos coisas juntos. Após a conversa o pai dele nos deixou um pouco sozinhos, Bernardo sentira meu olhar um pouco triste e perguntou o que era.
Antes de responde as lágrimas foram mais fortes, ele me abraçou e sussurrou: "não precisa dizer mais nada, eu sinto o seu coração pulsar como um pedido de saudade, e isso já basta". Senti um alivio na alma, ali alguém mais forte do que eu poderia me ajudar, eu nunca admiti as pessoas o quanto eu as amava.
Depois disso ele me levou para casa, acho que na verdade precisava descansar, porque em relação a gente estava tudo bem. Chegamos no portão Bernardo preferiu não entrar, me deu um beijo na testa, e disse "se cuida meu anjo, eu te amo", e com uma voz tremula disse "eu também eu te amo".
Abri a porta e dei de cara com meu pai, ao invés de xinga-lo por tamanha violência que havia cometido, resolvi abraça-lo e dizer o quanto eu o amava, não saberia quando o viria novamente, deixei claro a falta que ele me fez.
E ele com o rosto vermelho e lágrimas nos olhos, me disse "filha, eu sei que eu perdi a cabeça, e que eu e sua mãe estamos definitivamente separados, mas você nunca deixará de ser minha filha, essa que eu tenho orgulho imenso, me desculpe por ter ferido sua outra parte". Abracei ele mais forte ainda, pra que pudesse sentir o meu amor e para que aquele momento se eternizasse...


(Lavínia - 25/02/2000)

sábado, 19 de setembro de 2009

Separados

Hoje é segunda-feira, um dia preguiçoso e um tanto confuso para mim, ainda penso porque meu pai perdeu a calma e partiu pra agressão. O mais engraçado de tudo é que ele não apareceu em casa até agora, não sei se dormiu na casa de algum parente, conhecido, ou até mesmo de sua outra mulher. Será que já tivera outros filhos? Ah, essa vida de casado é muito complicada.
Eu não queria ir pra escola por causa da minha mãe, mas ela disse que não era pra eu faltar. então decidi ir à pé, não havia necessidade dela sair de casa, principalmente pelos seus hematomas. Quando o relógio marcou 12h20, sai de casa, fui caminhando calmamente, um filme passava em minha cabeça de tudo que vivera, e de como poderia seria minha vida sem meu pai presente.
Ao chegar na frente da escola encontrei Vitória, ela me disse parabéns pelo namoro, disse obrigada e que estava com muitas saudades dela. Então entramos na sala, sentamos nos nossos lugares e em seguida Bernardo chegou, ele me dera um beijo daqueles de tirar o fôlego e cumprimentara Vitória.
Na aula chegamos a trocar algumas palavras, mas sinceramente não sabia se realmente deveria contar o que me aconteceu no domingo. O sinal para o intervalo logo tocou, e decidi conversar com o bernardo e Vitória sobre isso, afinal os dois tinham os pais separados. Tivemos uma longa conversa, eles me confortaram, sabia no fundo que tinha o melhor namorado e a melhor amiga.
Voltamos para aula, mas meu pensamento estava em casa, pensara na minha mãe a todo momento. E meu pedido foi aceito, quando vi já era hora de ir embora, Bernardo me acompanhou até em casa, e Vitória seguiria seu caminho, claro sempre se despedindo com um "Até logo". Andamos o mais rápido que pudéssemos.
Ao chegarmos no portão de casa, Bernardo se despedira com um beijo, eu retribui e entrei. Ouvi choramingo, e aquilo me preocupava ainda mais, encontrei minha mãe no sofá. Perguntei o que havia acontecido e ela me disse que meu pai foi em casa pegar as coisas dele, e que já estavam separados. E ali vi que minha vida realmente ia mudar, e que aqueles corações entrelaçados, agora já estavam perdidos para o mundo...


(Lavínia - 21/02/2000)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cacos

Hoje é domingo,conclui que o amor me acompanha, estou vivendo nas nuvens, lembrando de cada gesto, cada beijo, cada abraço. Resolvi dormir até mais tarde, assim poderia descançar mais um pouco, contudo meu sono foi interrompido por gritos que vinham da sala, imaginei que fossem meus pais, mas eu queria dormir mais um pouco, então eu coloquei a almofada em minha cabeça, pra abafar o som.
Acordei 3 horas depois, a casa estava totalmente em silêncio, e quando me toquei do havia ouvido, desci para sala correndo, não tinha ninguém lá e comecei a procurar os meus pais desesperadamente pela casa toda, a cada cômodo que eu entrava e não tinha ninguém meu coração acelerava para o pior.
Até que entrei no banheiro e tropecei em algo, quando olhei era minha mãe que estava chorando no canto da pia, abracei ela e perguntei o que havia acontecido, ela me dissera que meu pai a bateu, que eles tiveram uma discussão muito feia e ele estava alterado e partiu pra agressão, quando minha mãe levantou o rosto, seu olho estava roxo.
Sentia raiva do meu pai, e me perguntava porque disso tudo. Abracei minha mãe de novo, ela parecia uma frágil menina que acabara de apanhar pelo pai, por causa de uma travessura. Pensei em denúncia, mas como teria coragem de denunciar meu próprio sangue. Pedi pra que ela se levantasse, e tomasse um banho, logo iria preparar um chá.
Ao terminar minha mãe desceu, e foi para seu quarto ainda tremera de medo, mas já não chorava mais. Dei o chá e mexi em seu cabelo para que pudesse relaxar, depois de alguns minutos, minha mãe dormia como um anjo, então resolvi descer e levar a xícara de chá até a cozinha.
Ao colocar a xícara na pia, ouvi um estalo, como coisa caída no chão. olhei para o lado era um vaso que acabava de cair, peguei a vassoura e a pá e fui juntar aqueles cacos, antes que eu pudesse me machucar, peguei um à um, mas percebi que havia algo escrito, juntei todos os pedacinhos e me surpreendera com o que tinha escrito: "Não se pode juntar cacos pela vida, pois se juntar sempre haverá feridas, das quais nunca esquecerá".
Fiquei assustada a ponto de ferir minha mão em um dos pedaços, e começara a chorar desesperadamente...


(Lavínia - 20/02/2000)


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Surpresa de um sábado

Ah, hoje o céu tá mais bonito ainda, mais azul, o sol que queima a pele tá mais amarelo. Me sinto feliz,, meu pai está de folga, e todos estão em paz, até vi ele e minha mãe se beijando na sala. Falando em beijar, hoje eu e Bernardo fomos numa praça perto daqui, saímos logo depois do almoço.
Ele como todo o seu jeito romântico pegou na minha mão, meu coração disparava, me sentia numa montanha russa, claro sem direito a gritos, mesmo que tivesse vontade. Sentamos em um banco branco, típico de praça mesmo, Bernardo olhou pra mim e me surpreendeu com a seguinte pergunta: "o que você sente por mim?", ficamos em silêncio e me pus a falar: "não sei certamente, quando te vi pela primeira vez senti que era amor, sinto ciumes de você, meu coração dispara toda vez que te ver".
Bernardo me olhou profundamente, e disse que sentia o mesmo, mas que tinha medo de se iludir, pois já acontecera dele se apaixonar por uma garota e ela só esnoba-lo. eu pensei comigo mesma: "como esnobar um garoto daqueles?". Esse não era meu propósito, pois um dia também sofri por amor.
Nos beijamos intensamente, aquele seria o segundo beijo mais gostoso. então de uma hora pra outra Bernardo disse: "É você quem eu quero Lavínia, minha delicada e amada Lavínia. Namora comigo?", comecei a tremer, minha mão gelou e eu nem sabia o que fazer, esse seria o pedido mais rapido que recebera, e saiu um "sim" meio tremido. Sorrimos juntos, e nos abraçamos.
Ao voltarmos pra casa no final da tarde, a única coisa que ele temia era meu pai, sentia pela sua expressão, parecia treinar as palavras, e era até engraçado de imaginar. Chegando lá meu pai que abriu a porta, segurei bem firme a mão de Bernardo, chamei minha mãe e disse que precisaríamos conversar.
Sentamos na sala, e Bernardo começou a discursar "bom, eu estou muito nervoso, sei que conheço Lavinia a pouco tempo, mas meu coração dispara toda vez que ela passa, sinto que é amor, e não gostaria de deixa-la. Como de costume dos pais perguntarem, eu não fumo, não bebo, sexo só com camisinha, eu trabalho com meu pai, posso muito bem pagar um sorvete pra ela, em breve vou fazer 18 anos, em casa até as 11h da noite", ele terminava aquelas palavras aliviado e nervoso com a resposta dos meus pais.
Meu pai caiu na risada e minha mãe lhe dava um cutucão e falara baixinho "respeito com o menino", meu pai pediu desculpas e disse que Bernardo parecia com ele quando foi pedir minha mãe em namoro. Fez um suspense e disse que deixaria, era um voto de confiança pra Bernardo cuidar do precioso tesouro dele (ah, eu adorei essa parte). Bernardo garantiu e ali naquele momento eu tinha um namorado, que fez o pedido mais bonito e bizarro que já ouvira.


(Lavínia - 19/02/2000)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O beijo

Ah, estou muito feliz o final de semana se aproxima. O sol se pois a raia, céu azul, um colorido que a muito tempo não via, apesar de todos os problemas, aquele seria um dia especial. Desci ao encontro da minha mãe na cozinha, ela estava com um olhar mais tranquilo, comemos Waffer e conversamos muito, aquilo agora era uma das coisas mais importante que fizera pela manhã, claro na companhia dela.
Depois, do café subi pra me arrumar, coloquei uma calca jeans preta de lycra, achei no fundo do armário, não me lembrava de ter usado ela muitas vezes, coloquei a blusa da escola e meu all star preto, soltei meus cabelos, andava tanto com os cabelos presos, que mal percebera o quanto eles estava grandes, passei um batom cor de rosa bebe e borrifei um pouco de perfume doce, estava pronta pra mais um dia de aula.
O relógio marcou 12h30 e minha mãe me chamou, peguei minhas coisas e entrei no carro. Chegando la, encontrei Vitoria no portão, diferente das outras vezes ela me abraçou e perguntou se eu estava melhor, respondi que sim e dei um sorriso tímido. Fomos juntas para sala, e nos sentamos no fundo da sala como de costume, logo após alguns minutos Bernardo chegou, e meu coração se pois a pulsar rapidamente, ele deu um beijo no rosto de Vitoria e no meu também, e logo me perguntara se eu havia melhorado, fiz sinal de positivo com a cabeça e sentia minhas bochechas avermelhadas.
Estávamos mais atenciosos e conseguimos prestar atenção na aula chata de gramática, não era algo muito sedutor tanto pela questão teórica, quanto pela parte do professor, o Sr. Leôncio, pelo qual me lembrava do pica-pau e morria de rir todas as vezes que ele falava seu nome. A aula passou muito rapido, e mal ouvimos o sinal do intervalo tocar, Vitoria saiu primeiro e disse que teria que ficar na secretaria, pois ainda tinha documentos em abertos, então eu passei o intervalo com Bernardo, o meu amado.
Sentia minhas mãos tremulas todas as vezes que encostara em mim. Resolvemos sentar debaixo de uma árvore, um lugar tranquilo, Bernardo com seu jeito gentil pegou uma flor rosa, colocou atrás de minha orelha e disse "Lavinia você esta linda", novamente me sentia nervosa e ansiosa do que pudera acontecer.
Então ficamos um momento em silencio, mas nossos olhos podiam dizer algo, nossa respiração ficara ofegante e quando nossos lábios puderam se encaixar, me sentia como fogo, meu coração batia de uma forma inexplicável, e ali naquele momento eu e Bernardo sentimos o gosto um do outro.
Sorrisos meio sem graça nos acompanhou no caminho para sala, a vontade era de rir daquele momento. Vitoria ao nos ver, parecia que já sabia de tudo, ficara quieta e nem perguntou o que nos fizemos no intervalo, e eu nem saberia como explicar. A aula que vinhera agora não teria tanta importância de tanto que relembrava daquele beijo, e logo já estava na hora de ir embora.
Arrumei minhas coisas, e ficava sempre por ultimo. Bernardo me ajudara dessa vez, e saímos disfarçadamente, mas morrendo de vontade de se despedir com aquele beijo.
Aquele beijo me fazia se sentir nas nuvens, aiai...
(Lavínia - 18/02/2000)


sábado, 12 de setembro de 2009

Mãe e filha

Hoje quando acordei tudo estava muito quieto, era tão estranha toda aquela situação, será que realmente meus pais irião se separar? Oh, dúvida cruel! Levantei e fui ao banheiro, abri a torneira e enchi minha mão com água, joguei em meu rosto, assim como despertador toca e diz que já é hora de você levantar, mas aquela água era pra um despertar diferente, era um despertar pra vida. Eu sempre fui uma garotinha mimada, a maioria das garotas de minha idade já havia passado por algum momento difícil e elas lidavam tão bem, e eu? Eu só sabia chorar, e dizer que a vida era injusta.
Sai do banheiro, e fui até o quarto dos meus pais, não encontrei ninguém, meu coração acelerou, e as piores coisas se passaram na minha cabeça, sentei na cama e me pus à pensar, olhei para um canto e para outro. Encontrei um papel em cima da cômoda, peguei o papel, encostei a porta e comecei a ler, era um desabafo da minha mãe que dizia, mais ou menos assim:
"Ah, meu Deus quisera eu poder ter feito diferente, ele meu grande amor da adolescencia, apaixonado por outra pessoa. E eu? Aqui tendo que usar uma folha de papel como amigo, eu não tenho ninguém pra conversar, essa dor corroí meu coração. Eu não sei se sempre eu consegui fazer o bastante, tanto pra Lavínia, quando pra ele. Eu tenho dúvidas se fui uma boa mulher, uma boa amiga, uma boa companheira, uma boa mãe, me sinto nada de tudo isso. Quisera eu poder fugir de todos problemas... Eu não aguento mais."
Quando terminei de ler, coloquei o papel no mesmo lugar, levantei e fui novamente para o banheiro, ali me tranquei e me olhei no espelho, olhei bem fundo e disse: Sua IDIOTA! Agora, só agora pude compreender o quanto todos aqueles silêncios faziam mal minha mãe, ela se sentia frustrada e eu era uma garota egoísta que poderia ter dado uma mão à ela. Minha vontade era de sumir, ou de consertar todo aquele estrago que parte de mim fez.
Fui para cozinha pra ver se encontrava alguém, achei minha mãe sentada desconsolada no sofá, dei um beijo nela e disse: "Eu te amo, e sempre estarei do seu lado, sei que não compreendo muito bem seus sentimentos, e que desde que nasci nunca fiz muita questão, mas peço desculpas por essas atitudes egoístas", minha mãe me puxou pela mão e me deu um longo abraço, e eu nunca tinha percebido o quanto era gostoso o abraço dela.
Resolvi faltar na escola, pra poder cuidar dela. Fizemos o café juntas, e nos degustamos com Walfer uma longa conversa de mãe e filha, lavamos a louça. Assistimos desenhos, o jornal, a novela, demos muitas risadas, e até falei de Bernardo pra ela, e ela me contou sobre seu primeiro amor. A hora passou muito rápido e quando vimos papai já havia chego do trabalho, meu maior medo era uma nova discussão, mas até que eles se comportaram civilizadamente.
Resolvi deixa-los sozinhos, senti pelo olhar que eles gostariam de conversar. Quando passava pela sala, ouvi alguém gritar meu nome, fui até o portão, e pra minha surpresa era Bernardo e Vitória, ele tinha na mão uma flor amarela muito bonita e viva, e ela uma cesta de biscoitos, eles trouxeram pra mim e disseram esta preocupados já que eu não aparecera na escola. Convidei eles pra entrarem, mas estavam com pressa, só queriam fazer uma visita.
Agradeci a eles de todo meu coração, Bernardo como sempre deu um beijo em meu rosto, Vitória deu um "Até Logo", e eles se foram, cada um pra um lado e eu ficará tão distante com uma flor bonita e uma cesta de biscoitos.


(Lavínia - 17/02/2000)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Importante pra mim

Hoje meu dia começou diferente, levantei aos sons de berros e xingos vindos da cozinha, ajeitei meu pijama, calcei meu chinelo e fui ver o que estava acontecendo, ao entrar vi minha mãe com uma voz chorosa discutindo com meu pai. Quando eles perceberam que eu estava no mesmo ambiente, já havia tomado café, eles abaixaram o tom de voz, e com um sorriso sem graça e amarelado recebi um "Bom dia querida", levantei a cabeça e dei um sorriso escondido.
Subi para meu quarto desconsolada e deitei novamente, fiquei pensando em tudo o que consegui ouvir, porque meu pai teria marca de batom em sua blusa? Será que realmente tem outra? Respostas, talvez óbvias demais, não entravam na minha cabeça, a única coisa que ainda tinha certeza eram das lágrimas que agora me faziam companhia.
Acabei adormecendo, e acordei com mamãe me chamando para se arrumar. Me vesti sem nenhuma empolgação, minha vontade era de acordar daquele pesadelo, mas tudo ainda estava tão real. O relógio marcou 12h30, peguei minhas coisas e fui para o carro, antes dei um beijo em meu pai, minha mãe saiu rapidamente e me chamou com ar de frieza, atendi no mesmo momento.
Na metade do caminho, percebi que minha mãe estava chorando, aquilo me deixou desesperada, afinal não conversava muito com ela, e agora nem sabia o que falar. Chegando lá, minha reação foi abraça-la com todo meu amor, e ela me disse no pé do meu ouvido "Te amo filha, boa aula".
Entrei na sala conturbada, cumprimentei Vitória, e só percebi que Bernardo tinha ido, após ter levado um cutucão. Ele sentou na minha frente, e aproveitei e perguntei o motivo da sua falta na escola, ele disse que foi somente por causa do despertador, nada demais. Fiquei de certa maneira mais tranquila, mas a única coisa que consegui responder à ele foi "hum". Minha mente estava longe demais, estava em casa com as pessoas mais importantes da minha vida, aquelas das quais nem se quer eu dava um beijo direito, pude ver que nesses anos todos eu fui muito egoísta.
Bernardo percebeu minha tristeza, e veio conversar, eu disse que depois eu explicava. Então ele virou e começou a conversar com Vitória, comecei a observa-los e era engraçado, eles se falavam como se já se conhecessem a muito tempo, tinham uma química, e isso até despertava um ciumes bobo em mim.
Ao chegar o intervalo, eu, Bernardo e Vitória conversamos sobre o tal assunto que estava me deixando triste, por incrível que pareça, os pais de Bernardo eram separados, assim como os da Vitória, e pudemos trocar experiências (apesar dos meus ainda estarem juntos). Ao voltarmos pra sala, recebemos o comunicado que teríamos aula vaga, então fomos dispensados, decidi voltar a pé para casa, assim poderia relaxar, ver a rua, e pensar do que seria a minha vida daqui pra frente.
Bernardo quis me acompanhar (e isso me deixou muito feliz), Vitória morava do outro lado, então se despediu com um "Até logo". Caminhamos em um silêncio tedioso, mas logo eu tropecei em uma pedra, e caímos na risada, assim serviu pra quebrar o gelo e fluir uma longa e interessante conversa. Quase chegando em casa, Bernardo parou na minha frente, colocou a mão no meu cabelo e falou:
- É macio e lindo.
Respondi com um tímido "Obrigado". Ele então olhou no fundo dos meus olhos, e disse:
- Lavínia, tudo vai passar, e se precisar estarei do seu lado, eu mal te conheço e já gosto de você!
Bem baixinho sussurrei "Eu também gosto muito de você", uma lágrima caiu dos meus olhos, ele perguntou se estava chorando, eu disse que tinha sido apenas um cisco. Então ele virou, deu um beijo em meu rosto e foi embora. Passei alguns minutos ainda na frente de casa, aquele momento tinha sido mágico e deveria durar mais um pouco.
Entrei em casa, meu pai estava assistindo o jogo, e minha mãe estava na cozinha lavando a louça. Disse que havia tido aula vaga por isso retornei mais cedo, ela nem me respondeu. Então subi para meu quarto, liguei o rádio e me lembrei vagamente de tudo o que acontecerá hoje...
Bernardo era realmente incrivel!
E meus pais? Meus pais, eu os amo demais e só percebi isso agora!


(Lavínia - 16/02/2000)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O dia em que conheci Vitória

Mais um dia começa, hoje é o segundo dia de aula, já estava mais tranquila, no entanto sentia algo que eu mal sabia explicar, ambos tinham haver com Bernardo. Fui tomar banho mais cedo, assim teria mais tempo de me produzir, liguei o radinho de pilha que ficava no banheiro e lá estava tocando a minha música favorita (KT Tunstall - One day), comecei a cantar enquanto a água caia sobre meu corpo, a temperatura estava ideal para a estação e com momento em que me encontrava.
Ao terminar coloquei a minha melhor calça, aquela que deixava tudo no lugar e que tinha uns bordados, a blusa da escola e meu all star preto, eu não sou muito de usar maquiagem, contudo sentia que devia passar pelo menos um batom, escolhi um rosa bebe, uma cor sutil e feminina, passei um pouco da frangância doce da minha mãe, e ali diante daquele antigo espelho me senti a menina mais linda.
O relógio marcou 12h30 e dessa vez minha mãe nem precisou me chamar, já estava em seu aguardo no carro, fomos em silêncio o caminho inteiro, eu não sou muito de conversar com a minha mãe, mas sabia que ela me conhecera apenas com olhar. Chegando na frente da escola, dei um rápido beijo em minha mãe e fui correndo para minha sala, meu maior propósito era encontra-lo.
Não havia muitos alunos na sala e o Bernardo também não estava lá, me sentei no mesmo lugar, ao fundo da sala, dessa vez teria a companhia de uma menina ruiva de óculos. A cada pessoa que entrava, meus olhos ficavam atentos aguardando a grande chegada, mas infelizmente isso não aconteceu, Bernardo faltara naquele dia.
Ao bater o sinal para o intervalo, fiquei novamente por último, dessa vez quem veio falar comigo foi a Vitória, a menina ruiva de óculos. Ela é filha de pais recem separados, portanto havia se mudado ontem com a sua mãe para a cidade, tudo aquilo era muito mais novo para ela, do que para mim, afinal eu só tinha mudado de escola e meus pais eram casados.
Ao retornarmos , Vitória permaneceu quieta, era do tipo de menina que respondia somente o que perguntavam, mas não deixava de ser adorável.
As horas foram se passando, faltava poucos minutos pra ir embora, comecei a arrumar minhas coisas, e por um momento me lembrei de Bernardo. O sinal tocou, Vitória se despediu com um "Até logo", fui embora com a certeza de que havia feito uma nova amiga, e com o coração tristonho por não ter visto ele!

(Lavínia - 15/02/2000)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O diário de Lavínia

Hoje é dia 14 de Fevereiro, voltam minhas aulas, com uma diferença: escola nova. Uma insegurança bate em meu peito pela saudade dos que deixei e pelo que vai ser daqui em diante, minha mãe sempre tão atenciosa já deixou todas as minhas coisas arrumadas, pra mim não se atrasar.
Quando o relógio marca 12h30, vejo que não há escapatória, tenho que ir de qualquer jeito, entro no carro e minha mãe me leva, fomos em silêncio daqui até a porta do colégio. Ao chegar, eu desci e fui andando ao encontro do portão, minha mãe pediu pra eu esperar um pouco, não andei mais nenhum passo, então com seu jeito carinhoso ela me deu um abraço forte e me disse: "Boa Sorte querida", retribui e por um instante vi que tinha esquecido o quanto carinho de mãe era importante, eu parecia uma criança com medo, mas eu já era grande.
Quando entrei na sala todos me olharam, normal, afinal sou aluna nova, me senti constrangida e minhas bochechas avermelharam, sentei numa cadeira do lado esquerdo no fundo da sala, assim poderia passar despercebida.
Passadas algumas horas, no qual a professora já havia explicado a matéria, senti alguma coisa no meu cabelo, quando olhei para traz, escutei um pedido de desculpas, era o Bernardo, um menino moreno, com cabelos negros, olhos subtilmente puxados e bonito, que tinha atacado uma bolinha de papel sem querer em mim, eu simplesmente sorrir.
O sinal do intervalo tocou, esperei todos saírem, afinal até agora não tinha feito amizade com ninguém, contudo Bernardo venho falar comigo, e acabamos passando o intervalo juntos. Conversamos sobre tudo, ele era uma pessoa muito diferente das quais pude conhecer nesses meus 17 anos. O sinal tocou novamente, hora de voltar, e já sentamos mais aproximados, e já se podia ouvir bochechos de uma conversa que não se acabava.
Percebemos que a aula havia terminado, quando vimos todos se levantarem, ficamos por último, ainda tinha que arrumar minhas coisas, Bernardo então teve que ir embora sem mim, pois o pai dele já estava o aguardando. Disse um singelo e tímido tchau para o Bernardo, e ele me deu um beijo no rosto e disse: "Até amanhã Lavínia, foi um prazer te conhecer!", senti meu rosto queimar e meu coração bater mais forte, por alguns minutos nossos olhares se cruzaram. Bernardo deu um sorriso e virou as costas, e ali pude senti que era amor...
(Lavínia - 14/02/2000)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Projeto !


“E quisera eu poder traduzir todos os meus pensamentos, um ser tão pensante e confuso que mal saberia o que falar, aqui nesse papel colocarei tudo que pela minha cabeça passar, não é provocação ao momento alheio, nem ao menos querer afagar o ego e sim um grito que sufoca o coração...
Eis aqui as palavras que mais me agridem nessa mera discussão, sendo que em duelo não haverá facilidade para razão, apenas dois jovens em busca de felicidade, nada mais...”

Essas certamente seriam apenas minhas palavras a respeito do meu pensamento, coisas que vem na mente e que não posso controlar, assim veio a ideia de escrever um livro junto com meu amigo Bruno, tendo uma interatividade incomum de uma amizade quase normal, e de pensamentos soltos que buscam uma segurança maior pelos atos que lhe dou...
E assim começa uma mínima ideia do que seja, para um grande projeto que nasce!





P.s: Todo o contexto pode passar por algumas mudanças, assim como nosso pensamento, ou até mesmo como as nuvens, mas essa é somente uma pequena divulgação!

Natasha


Ao som do violão eu caminho sem pressa, cada nota é essencial para meus passos.
Eu sei voar, sabia? Aprendi com os "Anjos".
Ao som do violão eu amo, me dou como criança orfã.
Eu sei cantar, sabia? Aprendi com "Andrea Bocelli ".
Ao som do violão eu observo, como aguia que ve a presa.
Eu sei sorrir, sabia? Aprendi com o meu "Dentista".
Ao som do violão eu me desnudo, como mulher da vida em seus showzinhos baratos.
Eu sei dançar, sabia? Aprendi com "Cyd Clarisse".
Ao som de violão eu pixo todas as paredes, como "Miró" pinta seus quadros.
Eu sei enganar, sabia? Aprendi com os "Politicos".
Ao som do violão eu sinto a esperança, como quem acabará de nascer.
Eu sei seduzir, sabia? Aprendi com "Marlin Monroe".
Ao som de violão eu escrevo versos, como "Fernando Pessoa".
Eu sei fotografar, sabia? Aprendi com "Man Ray".
Ao som do violão eu durmo, como uma pedra esquecida.
Eu sei sonhar, sabia? Aprendi com os meus "Pais".
Ao som do violão eu grito, como ferida ardida.
Eu sei rezar, sabia? Aprendi na "Igreja".
Ao som do violão eu sinto os melhores arrepios, como quem sente a brisa.
Eu sei muito sobre marketing pessoal, sabia? Aprendi com a "Publicidade".
Ao som do violão eu digo tchau todas as vezes, como quem bebe a ultima gota de "Coca-cola".
Eu sei, sabia? Aprendi com a "Vida".
Meu nome é Natasha, tenho 25 anos, sai de casa com 15 e me prostituo ao som do violão, como quem foi esquecida pelos próprios passos.
Eu sei, eu sei! Já me acostumei a aprender com "desconhecidos".

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Encontros e desencontros


"Sempre que isso acontece,
tenho a sensação que deixei parte de mim ir embora,
mas passados alguns minutos vejo que era o melhor que podia fazer,
sim era o melhor..."

domingo, 6 de setembro de 2009

...


Será que existem meninas, digamos mulheres iguais a mim? Não sei! Às vezes me acho tão antiga pra minha idade, eu não costumo seguir os paradigmas modernos. Eu sonho demais, que acho que não vivo minha própria realidade. Eu sou do tipo de pessoa que ver filmes e depois chora. Eu decidi que vou escrever um livro, e esses pontos na mesma linha é só pra falar de diversos aspectos de mim mesma.
Eu sempre me apaixonei pela pessoa errada, mas acho que até os 60 anos eu tenha alguém pra dizer EU TE AMO. Sou ansiosa demais. Dou valor aos meus pais, gosto da companhia dos meus amigos, mas sou um pouco solidão. Algumas vezes uso o sorriso pra disfarçar a tristeza, no entanto as lágrimas são inevitáveis. Eu tenho uma fé enorme, mas odeio as divisões de religião.
Eu quero viajar pra tudo que é canto. Eu aprendi a decidi, mesmo sendo indecisa. Quando eu estiver na TPM evite um afago. Eu tenho muito sono, mas também muita disposição pra lutar. Eu nunca tive uma festa surpresa, nem ao menos ganhei rosas. Meu aniversário é mês que vem e sempre chove. Eu gosto de olhares, eu ainda acredito nas pessoas.
Meu coração anda inquieto , talvez procurando respostas. Eu tenho muita coisa pra fazer, mas não sei por onde começar. Eu gosto de cantar, e queria saber tocar violão. Odeio gramática, amo filosofia. Muitos me acham estranha. Eu não sou nenhum pouco sensual, apenas eu mesma, um pouco extrovertida e um tanto acanhada.
Vivo em constante mudança, o que eu sinto costuma ser eterno. Eu quero dormir, mas não consigo, falta algo que sinceramente eu não sei dizer...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


E por esses dias minha vida conseguiu sair um pouco do lugar, as palavras nem tanto, pois faz um tempo que não posto aqui, e é engraçado porque tantas palavras passam na minha cabeça e quando foi se ver o dia já acabou, já esqueci e já está na hora de apagar a luz...


Luz


Luz


Luz


ZZZzzzzZZzzzzzzZzzz




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Você pode mudar, ou ficar igual


Apesar de adorar filmes, não sou uma pessoa que vá muito ao cinema, às vezes eu perco estreias, e quando tenho chance o filme já está nas locadoras, admito que estava com uma tremenda vontade de assistir "O Curioso Caso de Benjamim Button", e aconteceu o que citará acima, eu assisti esses dias.
Foi algo que me deixou completamente sem sono, e pensando, a partir dai decidi ser outra pessoa, lados que não enxergava em mim, e depois é muito tarde, porque inevitavelmente todos um dia irão morrer. Senti uma tremenda vontade de chorar, por ainda não ter visivelmente coisas na minha vida pra se orgulhar, às vezes vou contra a minha própria vontade.
Nesse momento eu quero sair correndo do lugar aonde estou, não sinto mais a energia boa que eu sentia, isso está prejudicando minhas costas e minha mente, meus dias são monótonos e cansativos demais, todos me cobram um sorriso, bom humor, satisfação, lucros, e até com direito, mas é difícil, principalmente quando se está infeliz!
Aqui está um trecho narrado no filme, pelo qual nunca vou me esquecer: "Para o que vale a pena? Nada é muito tarde, ou no meu caso muito cedo – para ser quem você quer ser. Não há tempo limite; você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo."

domingo, 23 de agosto de 2009

Acorda...


(...) bom, hoje, somente hoje, nunca me senti tão bem ao acordar, sem a necessidade do chato do meu despertador, e sim ao carinho, beijos e abraços da minha mãe, uma palavra de "Bom dia", e o resto se desmanchou em um tímido sorriso.

Ah! Hoje é domingo...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quando bate o despero


"E foi naquela noite que não me aguentei, me rendi para o desespero total. Sentada ali no chão de um banheiro público parecendo uma insana, com dores no estômago, uma ânsia muito forte e rezando para que tudo passasse logo, as vozes de quem entrava naquele ambiente me incomodava, e a demora de quem vinhesse me buscar me assustava mais ainda.
Meus olhos reviravam, e o sono eterno parecia se aproximar cada vez mais, pessoas começaram a bater na porta, e eu só ouvia : Ei moça, você está passando mal?
Esperei o silêncio total, assim tinha certeza que não havia mais ninguém, o embrulho foi mais forte e só se pode ouvir o eco naquele lugar, as lágrimas desciam pelos meus olhos, como um ato de alivio e medo.
Depois de alguns minutos, levantei, me higienizei e fui embora, com um olhar pálido de quem viu a morte de muito perto..."

domingo, 16 de agosto de 2009

Anne !


Anne, uma jovem prendada, esforçada e de uns dias pra cá muito angustiada. Já era Agosto, os dias passavam muito depressa e devagar ao mesmo tempo, pra Anne, esse era o tempo necessário para resolver uma parte de sua vida.
Estudava e trabalhava na pequena cidade de Brooking, pelo mês ainda era inverno, o longo frio que preocupava a todos, por causa de um vírus mortal espalhado pelo ar. Anne era inquieta com tudo, e sentia muito medo, tanto por questões pessoas, quanto pela doença que matava muita gente.
Um dia pensando nos seus objetivos e metas, ela resolveu sair do emprego, já estava infeliz naquele lugar que nunca pensou em abandonar, o acomodo fazia parte do cotidiano, deixando-o mais doloroso e cansativo, Anne queria sentir aquele friozinho na barriga de quem acabará de aprender uma nova tarefa, ser feliz e boa na profissão que escolheu.
E foi naquele breve, longo dia, no caos de Agosto que Anne, se organizou, se despediu, agradeceu, simplesmente fez as malas, e com toda coragem voou.



Boa Sorte, Anne!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

... e ouve do peito fundo, o grito que chama "FAZ".



"Errado tá todo mundo, dizendo ser contramão"


(Mallu Magalhães - Faz)

domingo, 9 de agosto de 2009

O mundo moderno em minha vida


Ah, esse mundo moderno em que precisamos tremendamente do dinheiro como sustento. Não, não, não me vejo nesse mundo. Eu quero alegria, sorrisos, abraços, um dia na praça, amor, e até chuva, eu quero a simplicidade.
Eu e meus 18 anos de luta pra ser alguém diferente, e tenho que cede alguns desejos para esse mundo moderno, em que um engana o outro. Não, não, não quero mais viver nesse mundo. Eu quero analisar o que há de mais critico, e esquecer as coisas mais fúteis. Eu quero poder abandonar sem culpa, esperar um pouco menos, e viver muito mais, menos dores nas costas.
Vamos, vamos minha gente, viver num mundo mais musical, verdadeiramente sonhador, eu sei que existem pessoas iguais a mim, cadê? Que pena, elas moram tão longes, e quando o destino vai fazer nos encontrarmos?
Ah, esse mundo moderno que quem sabe mais, é mais, e acabam desprezando quem realmente sabe. Na fila do ônibus, na sala de estar, num fogarel, ali está alguém pra se conversar, que valha à pena. Não, não, não me vejo nesse mundo. Eu vou votar nulo, já que querem cidadania.
Eu e meus 18 anos, pensando aqui como fazer mudanças urgentes, antes de pensar em morrer, na verdade o que mais quero é viver, viver e mil vezes viver. Aqui estou, na frente de um aparelho moderno, cadê os domingos na praça, na rua, cantando ao redor da fogueira com os amigos, ah! Já sei, tudo tá muito violento e os outros estão ocupados demais...
Não, não, não quero viver nesse mundo, eu não sou desse mundo, tchau eu to indo viajar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mais que Souvenirs


"Gostaria que minhas neuroses - paradas, imóveis, colocadas de castigo com os rostos voltados para a parede, mas sempre à espreita - deixassem de me assustar na hora mais profunda e plácida da noite, congelando meus pensamentos e liquefazendo as sensações, fundindo-as todas em uma poça de suor e esperança.
Amar intensamente o possível e ignorar o distante, difícil, complicado. Andar leve, abandonar o lastro. Nunca mais dizer 'eu odeio', 'trepar' e 'tenho medo'. Dizer muito mais 'sossego', 'adoro quando você fala isso', 'que gostoso', 'sim'. Gostaria de me tornar a materialização de paz satisfeita de um gato ao sol. Trocar a ansiedade deteriadora por uma bala de menta. Ter pele mais grossa.
Gostaria que alguns deixassem de existir para dar espaço para outros andarem mais livres. Sobraria mais ar. Puro. e então essas pessoas seriam mais bobas, comeriam com a mão, teriam auto-ironia, andariam descalças com frequência, cobrariam menos, amariam mais e não veriam a felicidade alheia como uma ameaça à sua própria."
(Techo do texto "Basta querer" de Ailin Aleixo)


Me lembro como se fosse hoje o dia em que li esse trecho, juntamente com outras partes que simplificavam todas as vezes em que perguntava se "Basta Querer?", aquele dia em que você pensa em abandonar tudo e fazer um novo começo, sem muitas cobranças e falsas expectativas.
Onde as pessoas são mais flexíveis e que o dinheiro e souvenirs não tivessem tanto valor, quanto um abraço, um sorriso, um favor de coração, mas apesar de tudo meu único pedido nesse momento (além de poder quebrar o despertador) é um dia de sol em um lugar calmo e distante das coisas fúteis, seria gostoso e pratico como tomar sorvete...
(Minhas palavras, meu pedido)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Duda


Menina-mulher, alegre, sensível, romântica, talentosa, sonhadora, meio preguiçosa, bagunceira, chorona, compreensiva, essa era Duda uma vizinha-amiga, que tive quando morava na grande São Paulo.
Na época em que tínhamos contato Duda estava com 18 anos e eu com 15, me lembro das inúmeras vezes que nos encontrávamos na pracinha da igreja, comprávamos pipoca de Seu Zé e nos deliciávamos trocando filosofias cotidianas, íamos no período da tarde e ficávamos até as estrelas darem seus primeiros sinais de luz.
Um dia em uma de nossas idas a praça Duda estava muito triste, tentei conforta-la de alguma forma, mas não sabia certamente que palavras dizer, resolvemos sentar em um banco, após um instante de silêncio, Duda engoliu o choro e resolveu falar:
"Até então achava que saber compreender as pessoas era um ato bom, mas acho que me enganei, cansei de dizer 'tudo bem' pra tudo e pra todos na realidade nada está 'bem', isso talvez seja só um refugio na hora de não querer magoar, ai lhe pergunto: do que adianta? Se no final quem acaba magoada sou eu mesma. No entanto, uma coisa eu deixo claro e que aprendi, muitas vezes esperamos das pessoas o que somos, é ai que mora o perigo..."
Abracei Duda com toda minha força e carinho, era o que podia e o que conseguia fazer naquele momento, sua respiração estava ofegante e percebi que era impossível engolir algo que precisava sair. Depois de alguns minutos abraçadas, Duda deu um breve sorriso, como céu que acabará de chover e lá de longe já se podia avistar um lindo arco-íris, levantamos, compramos pipoca de Seu Zé e fomos pra casa com um baú de memórias daquele dia, e um pouco de compreensão no olhar...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Olá, meu 'eu'. Como vai?


O trecho abaixo é do livro que minha amiga Tati me emprestou:


" Estabeleço, então, a campanha a favor do silêncio. É hora de ficarmos quietas. Vote pelo silêncio! Não escolha nada para fazer! Escolha o tédio! Pressione a tecla "mudo"! Desligue a TV. Desligue o celular. Desligue o computador. Saia para caminhar sem o mp3. Dirija o carro sem ligar o rádio. Tome uma xícara de café sem ler o jornal ao mesmo tempo. Está na hora de parar e olhar para o espaço. Está na hora de dizer: Olá, 'eu'. Como vai?
Parece até um daqueles exercícios comuns de elevação de auto-estima que as professoras de escolinhas New Age passam para os alunos: Olá, meu 'eu'. Como vai? Eu Amo Você. Parece mesmo uma ideia tola. É absurdo o fato de nos deixarmos influenciar pelo mundo exterior a ponto de ignorarmos o nosso universo interior. É absurdo ver as pessoas falando ao celular em restaurantes, livrarias e galeria de arte. É um absurdo ver a indústria da fofoca sobre a vida das celebridades. É absurdo ver uma amiga falando sobre personagens de novela como se fossem seus amigos de verdade. é um absurdo pensar que, semana passada, tive um momento de ansiedade aparentemente incontrolável, fui até uma loja de roupas e gastei o dinheiro que não tenho com coisas das quais não preciso e, pior ainda, que nem queria".




Livro "Solteira e feliz da vida" de Amanda Ford.

Simplesmente Sol


"Quero dias de sol, pele bronzeada, brisa do mar, vestido florido da menina sapeca que insiste em levantar...
Quero dias de sol, óculos escuro, uma leitura na varanda, talvez devesse terminar a frase com "anta" (somente pra rimar)...
Quero dias de sol, beijo roubado, lembranças boa, abraço bem apertado...
Quero dias de sol, simplesmente sol".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vem de dentro


E por esses dias já fui chamada de "bipolar", certamente isso me surpreendeu mais que o normal, sei que às vezes estou contente mais que o normal e daqui instante já quero sumir e desistir de tudo, creio eu que no fundo todo ser humano deve ter suas tristeza do nada e suas alegrias em comum, e digo mais, gostaria de saber escrever contos, porque assim toda vez que quisesse falar de algo não teria que escrever em 1ª pessoa e não passaria a imagem errada, mas quando tento é como se eu não tivesse escrevendo com essência, como se não fizesse sentido nenhum.
Hoje além de contente me sinto apaixonada, digamos que seria uma paixão inventada, ou velhas lembranças transpassadas para o presente, porque alguém de verdade eu não tenho, e vem até aquela vontade de dizer o quanto amo, mas ai vem a verdade: mais ama quem? O que?
Com isso acabei descobrindo que já que não sei escrever os "tais" contos de encher os olhos de lágrimas e o um pulsamento inacabavel de um coração, vou falar dele como eu sinto por algo que ainda não existe, ou talvez esteja muito escondido, pra alguma coisa há de servir.
Uma das coisas que resolvi em minha vida era arrumar um namorado, não por questões de encalhamento, ou por minhas amigas estarem namorando, afinal eu gosto da "liberdade", mas é porque acho que mereço um pouco de "proteção", ai vem: não quero qualquer um, quero alguém bem diferente que me mostre um mundo que ainda não conheço, é até engraçado o amor que imagino parece até coisa de filme, mas alguma coisa aqui dentro lá no fundo diz que é possivel.
Tudo tem seu momento certo, as horas passam rápido, quando se ver é noite, o novo envelhece e meu tempo não chegou, tudo passa, tudo se repete e eu aguardo, aguardo realizando outros sentidos, mas não me esqueço do que realmente quero realizar.
E te conto, te digo e repito: eu não sei escrever contos, minhas palavras são confusas, não sirvo pra livro de auto-ajuda, mas tenho sentimentos e um amor inventado...







Ouvindo Música: Bruna Caram - Palavras do Coração

O melhor show


Ai e tudo começou com um Boa Tarde Sorocaba, vendo somente pelo telão, não me aguentei tive que subir na grade e gritar, gritar muito, e um dia eu pensei porque tanta histeria dessas meninas ao ver alguém famoso?! Agora eu sei a sensação, e como sei.
Admirar as músicas de Jota Quest, sempre admirei, músicas com letras lindas, sentimento, perfeitas, agoraaaaaa te digo algo, gosto de todos na banda, mas o Rogério Flausino, ai meu Deus, na hora que o vi queria fazer mais que gritar, que ele me visse e desse um Oi, alguma coisa.
Cantei todas as músicas com animação do começo ao fim, gritei em cada intervalo que sentia um pouco de silêncio : ROGÉRIO LINDO, apesar da pouca voz a admiração saia cada vez mais alto, até que teve uma hora desse grito e eu ouvi uma risadinha e um muito obrigado, não sei se foi especificamente do grito, poderia ser para as pessoas que estavam mais próximas, mas no meu coração vou levar como se fosse um agradecimento especifico.
E meu coração acelerou mais ainda quando a música Só Hoje começou, essa a minha preferida de muitas, a voz rouca que cantava desesperadamente, sensação que nem sei explicar direito, uma coisa que tenho certeza que nunca vou me esquecer desse dia, ficará marcado e só pra fechar com chave de ouro mais um grito, dos quais não me canso de repetir: "ROGÉRIO LINDO"



Ps: O show teve participação especial de Tony Garrido e Ana Caña, por sinal participações exemplares, músicas lindas, vozes encantadoras, parabéns à todos!!!


sábado, 1 de agosto de 2009

Pouco e muito


(na madrugada pensando nas muitas e poucas palavras...)


"... O importante mesmo é dizer o que se sente, com muitas ou poucas palavras, o muito é sinal de empolgação, o pouco é saber simplificar tudo o que se sente, enfim os dois são válidos quando se é de verdade."

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para meu querido amigo


Ah, e hoje sem ideologias ou algo qualquer, simplesmente foi um dia feliz, ou melhor uma noite depois de tanto tempo com saídas fracassadas e brigas pertinentes, conseguimos passear, nos ver e conversar...
Talvez muitas dessas brigas, tenha sido minha culpa, por apertar sempre na mesma tecla por algo platônico que senti, mas dentro de mim tinha os motivos e eles pareciam normal. Hoje, especialmente hoje, senti uma paz, uma proteção, algo que sinceramente não pensava em sentir, pelo menos não de você.
Percebi que a simplicidade das coisas vai muito além de um dia frio, de um bolso furado, ou de uma dor nas costas. Concluimos que filosofias são válidas, e que somos capazes de sonhar muito além do normal, que chega uma hora que devemos crescer e pensar num futuro mais amplo, e que se pode parar no Éden mesmo querendo chegar em outro lugar..rs
Agradeço à você por ser meu amigo e por muitas vezes ter me dado uns foras, admito que meu coração já sentiu raiva, já adoeceu, já quis te esquecer, mas foi algo meio impossivel, mas às vezes insiste em te ignorar(nos dias que você merece).
E eu amo você, mesmo você sendo besta, tá ok?!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Minha Escolha


E talvez eu deveria ter esperado mais um pouco, mas eu resolvi ligar mais cedo.
Estou com um ar de decepção, e me dei o direito de desistir sem culpa, pois tentei, tentei uma, tentei duas e tentei pela última vez...
Meu corpo se sente fraco, depois de tanta tensão pra nada. Minha vontade é de sumir, e que as pessoas não me perguntem se eu consegui, o pior de tudo é não consegui mostrar o que eu sei...
E agora eu ainda tenho um dia inteiro, dia que tentarei esquecer.
Quero sumir, quero sumir, aonde está a porta de saída? Ou terei que pular a janela?!


(Por enquanto só encontrei lágrimas)

quarta-feira, 29 de julho de 2009


(...) É e eu ainda sou do tipo de pessoa que acredita em milagres...

segunda-feira, 27 de julho de 2009


... Eu vou comprar um All Star,
vou fazer uma Tatuagem
e vou cuidar do meu próprio Tempo.

Isto não é Rebeldia,
é simplesmente querer viver nos meus Próprios Passos.