segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Você pode mudar, ou ficar igual


Apesar de adorar filmes, não sou uma pessoa que vá muito ao cinema, às vezes eu perco estreias, e quando tenho chance o filme já está nas locadoras, admito que estava com uma tremenda vontade de assistir "O Curioso Caso de Benjamim Button", e aconteceu o que citará acima, eu assisti esses dias.
Foi algo que me deixou completamente sem sono, e pensando, a partir dai decidi ser outra pessoa, lados que não enxergava em mim, e depois é muito tarde, porque inevitavelmente todos um dia irão morrer. Senti uma tremenda vontade de chorar, por ainda não ter visivelmente coisas na minha vida pra se orgulhar, às vezes vou contra a minha própria vontade.
Nesse momento eu quero sair correndo do lugar aonde estou, não sinto mais a energia boa que eu sentia, isso está prejudicando minhas costas e minha mente, meus dias são monótonos e cansativos demais, todos me cobram um sorriso, bom humor, satisfação, lucros, e até com direito, mas é difícil, principalmente quando se está infeliz!
Aqui está um trecho narrado no filme, pelo qual nunca vou me esquecer: "Para o que vale a pena? Nada é muito tarde, ou no meu caso muito cedo – para ser quem você quer ser. Não há tempo limite; você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo."

domingo, 23 de agosto de 2009

Acorda...


(...) bom, hoje, somente hoje, nunca me senti tão bem ao acordar, sem a necessidade do chato do meu despertador, e sim ao carinho, beijos e abraços da minha mãe, uma palavra de "Bom dia", e o resto se desmanchou em um tímido sorriso.

Ah! Hoje é domingo...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quando bate o despero


"E foi naquela noite que não me aguentei, me rendi para o desespero total. Sentada ali no chão de um banheiro público parecendo uma insana, com dores no estômago, uma ânsia muito forte e rezando para que tudo passasse logo, as vozes de quem entrava naquele ambiente me incomodava, e a demora de quem vinhesse me buscar me assustava mais ainda.
Meus olhos reviravam, e o sono eterno parecia se aproximar cada vez mais, pessoas começaram a bater na porta, e eu só ouvia : Ei moça, você está passando mal?
Esperei o silêncio total, assim tinha certeza que não havia mais ninguém, o embrulho foi mais forte e só se pode ouvir o eco naquele lugar, as lágrimas desciam pelos meus olhos, como um ato de alivio e medo.
Depois de alguns minutos, levantei, me higienizei e fui embora, com um olhar pálido de quem viu a morte de muito perto..."

domingo, 16 de agosto de 2009

Anne !


Anne, uma jovem prendada, esforçada e de uns dias pra cá muito angustiada. Já era Agosto, os dias passavam muito depressa e devagar ao mesmo tempo, pra Anne, esse era o tempo necessário para resolver uma parte de sua vida.
Estudava e trabalhava na pequena cidade de Brooking, pelo mês ainda era inverno, o longo frio que preocupava a todos, por causa de um vírus mortal espalhado pelo ar. Anne era inquieta com tudo, e sentia muito medo, tanto por questões pessoas, quanto pela doença que matava muita gente.
Um dia pensando nos seus objetivos e metas, ela resolveu sair do emprego, já estava infeliz naquele lugar que nunca pensou em abandonar, o acomodo fazia parte do cotidiano, deixando-o mais doloroso e cansativo, Anne queria sentir aquele friozinho na barriga de quem acabará de aprender uma nova tarefa, ser feliz e boa na profissão que escolheu.
E foi naquele breve, longo dia, no caos de Agosto que Anne, se organizou, se despediu, agradeceu, simplesmente fez as malas, e com toda coragem voou.



Boa Sorte, Anne!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

... e ouve do peito fundo, o grito que chama "FAZ".



"Errado tá todo mundo, dizendo ser contramão"


(Mallu Magalhães - Faz)

domingo, 9 de agosto de 2009

O mundo moderno em minha vida


Ah, esse mundo moderno em que precisamos tremendamente do dinheiro como sustento. Não, não, não me vejo nesse mundo. Eu quero alegria, sorrisos, abraços, um dia na praça, amor, e até chuva, eu quero a simplicidade.
Eu e meus 18 anos de luta pra ser alguém diferente, e tenho que cede alguns desejos para esse mundo moderno, em que um engana o outro. Não, não, não quero mais viver nesse mundo. Eu quero analisar o que há de mais critico, e esquecer as coisas mais fúteis. Eu quero poder abandonar sem culpa, esperar um pouco menos, e viver muito mais, menos dores nas costas.
Vamos, vamos minha gente, viver num mundo mais musical, verdadeiramente sonhador, eu sei que existem pessoas iguais a mim, cadê? Que pena, elas moram tão longes, e quando o destino vai fazer nos encontrarmos?
Ah, esse mundo moderno que quem sabe mais, é mais, e acabam desprezando quem realmente sabe. Na fila do ônibus, na sala de estar, num fogarel, ali está alguém pra se conversar, que valha à pena. Não, não, não me vejo nesse mundo. Eu vou votar nulo, já que querem cidadania.
Eu e meus 18 anos, pensando aqui como fazer mudanças urgentes, antes de pensar em morrer, na verdade o que mais quero é viver, viver e mil vezes viver. Aqui estou, na frente de um aparelho moderno, cadê os domingos na praça, na rua, cantando ao redor da fogueira com os amigos, ah! Já sei, tudo tá muito violento e os outros estão ocupados demais...
Não, não, não quero viver nesse mundo, eu não sou desse mundo, tchau eu to indo viajar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mais que Souvenirs


"Gostaria que minhas neuroses - paradas, imóveis, colocadas de castigo com os rostos voltados para a parede, mas sempre à espreita - deixassem de me assustar na hora mais profunda e plácida da noite, congelando meus pensamentos e liquefazendo as sensações, fundindo-as todas em uma poça de suor e esperança.
Amar intensamente o possível e ignorar o distante, difícil, complicado. Andar leve, abandonar o lastro. Nunca mais dizer 'eu odeio', 'trepar' e 'tenho medo'. Dizer muito mais 'sossego', 'adoro quando você fala isso', 'que gostoso', 'sim'. Gostaria de me tornar a materialização de paz satisfeita de um gato ao sol. Trocar a ansiedade deteriadora por uma bala de menta. Ter pele mais grossa.
Gostaria que alguns deixassem de existir para dar espaço para outros andarem mais livres. Sobraria mais ar. Puro. e então essas pessoas seriam mais bobas, comeriam com a mão, teriam auto-ironia, andariam descalças com frequência, cobrariam menos, amariam mais e não veriam a felicidade alheia como uma ameaça à sua própria."
(Techo do texto "Basta querer" de Ailin Aleixo)


Me lembro como se fosse hoje o dia em que li esse trecho, juntamente com outras partes que simplificavam todas as vezes em que perguntava se "Basta Querer?", aquele dia em que você pensa em abandonar tudo e fazer um novo começo, sem muitas cobranças e falsas expectativas.
Onde as pessoas são mais flexíveis e que o dinheiro e souvenirs não tivessem tanto valor, quanto um abraço, um sorriso, um favor de coração, mas apesar de tudo meu único pedido nesse momento (além de poder quebrar o despertador) é um dia de sol em um lugar calmo e distante das coisas fúteis, seria gostoso e pratico como tomar sorvete...
(Minhas palavras, meu pedido)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Duda


Menina-mulher, alegre, sensível, romântica, talentosa, sonhadora, meio preguiçosa, bagunceira, chorona, compreensiva, essa era Duda uma vizinha-amiga, que tive quando morava na grande São Paulo.
Na época em que tínhamos contato Duda estava com 18 anos e eu com 15, me lembro das inúmeras vezes que nos encontrávamos na pracinha da igreja, comprávamos pipoca de Seu Zé e nos deliciávamos trocando filosofias cotidianas, íamos no período da tarde e ficávamos até as estrelas darem seus primeiros sinais de luz.
Um dia em uma de nossas idas a praça Duda estava muito triste, tentei conforta-la de alguma forma, mas não sabia certamente que palavras dizer, resolvemos sentar em um banco, após um instante de silêncio, Duda engoliu o choro e resolveu falar:
"Até então achava que saber compreender as pessoas era um ato bom, mas acho que me enganei, cansei de dizer 'tudo bem' pra tudo e pra todos na realidade nada está 'bem', isso talvez seja só um refugio na hora de não querer magoar, ai lhe pergunto: do que adianta? Se no final quem acaba magoada sou eu mesma. No entanto, uma coisa eu deixo claro e que aprendi, muitas vezes esperamos das pessoas o que somos, é ai que mora o perigo..."
Abracei Duda com toda minha força e carinho, era o que podia e o que conseguia fazer naquele momento, sua respiração estava ofegante e percebi que era impossível engolir algo que precisava sair. Depois de alguns minutos abraçadas, Duda deu um breve sorriso, como céu que acabará de chover e lá de longe já se podia avistar um lindo arco-íris, levantamos, compramos pipoca de Seu Zé e fomos pra casa com um baú de memórias daquele dia, e um pouco de compreensão no olhar...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Olá, meu 'eu'. Como vai?


O trecho abaixo é do livro que minha amiga Tati me emprestou:


" Estabeleço, então, a campanha a favor do silêncio. É hora de ficarmos quietas. Vote pelo silêncio! Não escolha nada para fazer! Escolha o tédio! Pressione a tecla "mudo"! Desligue a TV. Desligue o celular. Desligue o computador. Saia para caminhar sem o mp3. Dirija o carro sem ligar o rádio. Tome uma xícara de café sem ler o jornal ao mesmo tempo. Está na hora de parar e olhar para o espaço. Está na hora de dizer: Olá, 'eu'. Como vai?
Parece até um daqueles exercícios comuns de elevação de auto-estima que as professoras de escolinhas New Age passam para os alunos: Olá, meu 'eu'. Como vai? Eu Amo Você. Parece mesmo uma ideia tola. É absurdo o fato de nos deixarmos influenciar pelo mundo exterior a ponto de ignorarmos o nosso universo interior. É absurdo ver as pessoas falando ao celular em restaurantes, livrarias e galeria de arte. É um absurdo ver a indústria da fofoca sobre a vida das celebridades. É absurdo ver uma amiga falando sobre personagens de novela como se fossem seus amigos de verdade. é um absurdo pensar que, semana passada, tive um momento de ansiedade aparentemente incontrolável, fui até uma loja de roupas e gastei o dinheiro que não tenho com coisas das quais não preciso e, pior ainda, que nem queria".




Livro "Solteira e feliz da vida" de Amanda Ford.

Simplesmente Sol


"Quero dias de sol, pele bronzeada, brisa do mar, vestido florido da menina sapeca que insiste em levantar...
Quero dias de sol, óculos escuro, uma leitura na varanda, talvez devesse terminar a frase com "anta" (somente pra rimar)...
Quero dias de sol, beijo roubado, lembranças boa, abraço bem apertado...
Quero dias de sol, simplesmente sol".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vem de dentro


E por esses dias já fui chamada de "bipolar", certamente isso me surpreendeu mais que o normal, sei que às vezes estou contente mais que o normal e daqui instante já quero sumir e desistir de tudo, creio eu que no fundo todo ser humano deve ter suas tristeza do nada e suas alegrias em comum, e digo mais, gostaria de saber escrever contos, porque assim toda vez que quisesse falar de algo não teria que escrever em 1ª pessoa e não passaria a imagem errada, mas quando tento é como se eu não tivesse escrevendo com essência, como se não fizesse sentido nenhum.
Hoje além de contente me sinto apaixonada, digamos que seria uma paixão inventada, ou velhas lembranças transpassadas para o presente, porque alguém de verdade eu não tenho, e vem até aquela vontade de dizer o quanto amo, mas ai vem a verdade: mais ama quem? O que?
Com isso acabei descobrindo que já que não sei escrever os "tais" contos de encher os olhos de lágrimas e o um pulsamento inacabavel de um coração, vou falar dele como eu sinto por algo que ainda não existe, ou talvez esteja muito escondido, pra alguma coisa há de servir.
Uma das coisas que resolvi em minha vida era arrumar um namorado, não por questões de encalhamento, ou por minhas amigas estarem namorando, afinal eu gosto da "liberdade", mas é porque acho que mereço um pouco de "proteção", ai vem: não quero qualquer um, quero alguém bem diferente que me mostre um mundo que ainda não conheço, é até engraçado o amor que imagino parece até coisa de filme, mas alguma coisa aqui dentro lá no fundo diz que é possivel.
Tudo tem seu momento certo, as horas passam rápido, quando se ver é noite, o novo envelhece e meu tempo não chegou, tudo passa, tudo se repete e eu aguardo, aguardo realizando outros sentidos, mas não me esqueço do que realmente quero realizar.
E te conto, te digo e repito: eu não sei escrever contos, minhas palavras são confusas, não sirvo pra livro de auto-ajuda, mas tenho sentimentos e um amor inventado...







Ouvindo Música: Bruna Caram - Palavras do Coração

O melhor show


Ai e tudo começou com um Boa Tarde Sorocaba, vendo somente pelo telão, não me aguentei tive que subir na grade e gritar, gritar muito, e um dia eu pensei porque tanta histeria dessas meninas ao ver alguém famoso?! Agora eu sei a sensação, e como sei.
Admirar as músicas de Jota Quest, sempre admirei, músicas com letras lindas, sentimento, perfeitas, agoraaaaaa te digo algo, gosto de todos na banda, mas o Rogério Flausino, ai meu Deus, na hora que o vi queria fazer mais que gritar, que ele me visse e desse um Oi, alguma coisa.
Cantei todas as músicas com animação do começo ao fim, gritei em cada intervalo que sentia um pouco de silêncio : ROGÉRIO LINDO, apesar da pouca voz a admiração saia cada vez mais alto, até que teve uma hora desse grito e eu ouvi uma risadinha e um muito obrigado, não sei se foi especificamente do grito, poderia ser para as pessoas que estavam mais próximas, mas no meu coração vou levar como se fosse um agradecimento especifico.
E meu coração acelerou mais ainda quando a música Só Hoje começou, essa a minha preferida de muitas, a voz rouca que cantava desesperadamente, sensação que nem sei explicar direito, uma coisa que tenho certeza que nunca vou me esquecer desse dia, ficará marcado e só pra fechar com chave de ouro mais um grito, dos quais não me canso de repetir: "ROGÉRIO LINDO"



Ps: O show teve participação especial de Tony Garrido e Ana Caña, por sinal participações exemplares, músicas lindas, vozes encantadoras, parabéns à todos!!!


sábado, 1 de agosto de 2009

Pouco e muito


(na madrugada pensando nas muitas e poucas palavras...)


"... O importante mesmo é dizer o que se sente, com muitas ou poucas palavras, o muito é sinal de empolgação, o pouco é saber simplificar tudo o que se sente, enfim os dois são válidos quando se é de verdade."