terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ciúmes - Parte II

Ahhh e eu ainda to me mordendo de ciúmes daquela menina, mas também não quero ser aquela namorada chata e grudenta. Admito que o jeito simpático do Bernardo agora me irrita, saberia que ela iria falar com ele a qualquer momento.
A partir de hoje resolvi fazer um regiminho, e quem sabe colocar um silicone, porque o que Rebeca tinha mais que oferecer, além de arrogância era peito, mas enquanto isso não acontecera resolvi colocar um sutiã de bojo mesmo.
O relógio marcou 12h20, e fui apressada para a escola, queria chegar antes dela. Mais pra minha sorte (desgraça), uma velhinha pediu minha ajuda pra atravessar a rua (sendo que eu já tinha atravessado a mesma rua), tive que voltar, coitada mal conseguia andar, ela me agradecera, então segui meu caminho.
Encontrei Vitória no portão como de costume, ela percebera o fogo em meus olhos, e simplesmente deu uma risadinha, como que diz, olhe para frente minha amiga só não pule no pescoço dela. Advinha?! Era Rebeca conversando com o meu amado, não sabia se interrompia, ou se deixaria só pra ver até onde iria.
Deixei tudo acontecer, e fui pra sala, minha mãe me ensinara que devemos mostrar que gostamos menos (por mais que eu goste mais). Quando sentamos, logo Bernardo veio - Você passou por mim e nem falou um oi - Não queria atrapalhar a sua empolgante conversa - respondi ironicamente, e ele sentara com um ar de quem não entendeu nada (os homens nunca entendem nada).
Fiquei a aula toda ignorando aquele Ser do qual amava tanto, ele jogava bilhetinhos, e eu guardava com aperto no coração por não responder, mas teria que ter orgulho o suficiente. Passei o intervalo com Vitória, e Bernardo acho que queria mesmo era me provocar, ele passara com a mocréia em altos papos e risos.
Voltamos e continuei sem falar com ele, mas agora minha vontade era de chorar, chorar de raiva, de medo, de pensar que ele não me amava mais. Então logo quando vi, todos já estavam indo embora, Vitória apressou seu "Até logo" tinha coisas para fazer. E eu apressei meus passos, e engoli o nó na garganta e ele? Ele me esperava na porta com um olhar de inocente, e eu um Ser que o amava, mas que preferia o ignorar com um - Tá olhando o que? Sua amiguinha já foi - To olhando a menina mais linda, ela aquela que faz meu coração pulsar como liquidificador - ele respondera.
E a meios braveza e ciúmes, aquela tinha sido a declaração mais linda!
P.S: A raiva dela ainda continua!


(Lavínia - 28/02/2000)

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