quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais mulher

Hoje já é quarta, me sinto mais aliviada e minha mãe já está melhor, de certo estamos mais conformadas e daqui pra frente tudo vai mudar, eu resolvi arrumar um emprego para ajuda-la e também acho que já está na hora, em breve farei 18 anos e preciso agir como mulher, pessoa formada, mordomias iriam acabar.
Levantei mais cedo arrumei meu quarto, estava literalmente uma tremenda bagunça. Encontrei coisas que a tempo estava procurando, e isso foi bom pra manter a organização. Dei algumas roupas que não me serviam mais e que eu estava só acumulando. Logo após fui me arrumar, estava calor e resolvi colocar uma saia em vez de calça, nada muito ousado, mas que definiu bem meu corpo.
O relógio marcou 12h20, fui a pé mesmo, agora peguei o hábito de andar e aquilo me faria bem e até mesmo refletir. Cheguei lá e encontrei Vitória, nos cumprimentamos e entramos para sala, logo o meu amor chegou, hoje tínhamos prova, e ficamos um pouco afastados por razão de cola.
Quando terminei a prova o sinal bateu, bernardo ainda ficou na sala e eu sai com Vitória. Foi até bom, pois assim conversamos de mulher para mulher, uma curiosidade que tinha sobre Vitória era o fato dela sempre dizer "Até logo". E pude descobri quando ela me disse que desde que seus pais se separaram ela não dizia mais "Adeus" ou um "Tchau", porque assim não saberia se um dia voltaria ver essa tal pessoa do qual se despedia, e dizendo "Até logo", saberia que logo a viria.
Ficamos em total silêncio, até Bernardo aparecer todo cheio de amor para dá e elogios por eu ter ido de saia, aquilo de certo me constrangeu por causa de Vitória. Fomos dispensados mais cedo, Vitória foi logo embora e se despediu com o "Até logo", agora explicado e entendido, eu e Bernardo resolvemos da um passeio antes de voltar para casa, curtir o namoro.
Fomos ao parque, do qual havia um lindo lago, sentamos ali para admirar a paisagem. Estou muito apaixonada por ele, e acho que já percebeu pelo meu olhar. O sol se escondia, assim como as mãos de Bernardo em meus cabelos, nossos corpos mais aproximados e nossos lábios saboreando um ao outro. Suspiros ofegantes, e um deitar delicado na grama, um minuto para o olhar e outro pra dizer eu te amo.
Aquilo me arrepiava toda, algo que nunca sentira, era desejo tremendo por aquele menino, que conquistou meu coração, o parque era pequeno para toda a nossa explosão, mas já era hora de partir.
Antes de mais nada, resolvemos fazer como os casais de filmes, marcamos nossos nomes num tronco de arvore, aquela seria a marca de um amor que nasceu no olhar e crescera no desejo!

(Lavínia - 26/02/2000)

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